segunda-feira, 9 de março de 2015

Mensagem do Conselho Permanente da CEM, às Comunidades Cristãs e a todos os Moçambicanos de boa vontade, sobre os actuais desafios da «unidade nacional».

Nós, os Bispos Católicos de Moçambique, reunidos em Conselho Permanente, de 24-26 de Fevereiro de 2015, no Centro Catequético de Guiúa, em Inhambane, vos saudamos cordialmente, com grande estima e consideração, ao mesmo tempo que manifestamos a nossa solidariedade com todos os nossos irmãos que, pelo país fora, sofrem grandes dificuldades, sejam elas provocadas pelas calamidades naturais ou por motivos de egoísmo humano. O seu sofrimento é o nosso sofrimento e de cada um dos moçambicanos que se sentem irmanados pelos mesmos desejos de comunhão, de paz e de solidariedade, porque o imperativo da «unidade nacional» nos impele a sofrermos com quem sofre e a nos alegramos com quem se alegra, como é próprio duma família em que todos os seus membros comungam da sorte uns dos outros e juntos procuram superar as dificuldades e construir um futuro próspero e feliz.

É a partir da consciência desta busca comum do bem-estar e da felicidade, cimentada nos laços de unidade em que a nossa história comum e secular se foi tecendo, que queremos reafirmar o valor da «unidade nacional», expressão à qual frequentemente se faz recurso nos meios de comunicação social e no diálogo político hodierno. De facto, a verdadeira «unidade nacional» não pode estar ancorada nos meros limites geográficos do nosso país nem mesmo na letra morta das leis que regem o nosso estado, mas sim na comunhão real dos moçambicanos, animados pelo mesmo espírito de fraternidade e de solidariedade, na construção duma nação feliz, saudável e próspera.

Nesse sentido, a consolidação da «unidade nacional», que constitui um bem inestimável para todos, uma riqueza à qual não podemos nunca renunciar, não pode jamais ser considerada um monopólio exclusivo de alguns grupos fechados em si mesmos e obcecados pela ganância do poder político e económico. Como todo o verdadeiro bem-comum, a nossa «unidade nacional», empenha todos os membros da sociedade moçambicana:ninguém está escusado de colaborar, de acordo com as próprias possibilidades, na sua busca e no seu desenvolvimento, pois ela exige ser servida plenamente, não segundo visões redutivas, subordinadas às vantagens de parte, mas com base em uma lógica que tende à mais ampla responsabilização de todos. De facto, ela é um bem árduo de alcançar e, por isso mesmo, exige uma capacidade de total renúncia dos interesses meramente egoístas e a busca constante do bem-estar do outro como se fosse próprio. A «unidade nacional», portanto, constrói-se todos os dias, com a participação de todos os moçambicanos: homens e mulheres, crianças e velhos, jovens e adultos, sem exclusão de ninguém.


Nos dias que correm porém, por causa da partidarização de grande parte das instituições do estado moçambicano, o número dos excluídos na tomada de decisões importantes sobre o nosso país e seus cidadãos cresce vertiginosamente e o governo do dia revela-se cada vez menos capaz de executar alguns dos objectivos fundamentais daquela agenda que o Estado Moçambicano tem bem plasmados no número 11 da sua Constituição: a edificação de uma sociedade de justiça social e a criação do bem-estar material, espiritual e de qualidade de vida dos cidadãos; a promoção do desenvolvimento equilibrado, económico, social e regional do país; a defesa e a promoção dos direitos humanos e da igualdade dos cidadãos perante a lei; o reforço da democracia, da liberdade, da estabilidade social e da harmonia social e individual; a promoção de uma sociedade de pluralismo, tolerância e cultura de paz; o desenvolvimento da economia e o progresso da ciência e da técnica; a afirmação da identidade moçambicana, das suas tradições e demais valores sócio- culturais; razão pela qual a «unidade nacional» está cada vez mais ameaçada por interesses meramente partidários ou de algum grupo de pessoas singulares.

Não faltam exemplos concretos do que acabamos de dizer e estão bem patentes aos olhos de quem quer ver a verdadeira realidade do povo moçambicano. De facto, a injustiça gritante da pobreza esmagadora da maioria, enquanto alguns enriquecem desonestamente e vivem no fausto; a ausência de transparência na exploração dos recursos naturais e o total desrespeito do meio ambiente; a extorsão de terras aos camponeses nacionais para a implantação de megaprojetos que só favorecem as multinacionais estrangeiras e uma minoria insignificante de cidadãos moçambicanos; a ambição desmedida de funcionários públicos que fazem da corrupção, da pilhagem e do branqueamento de capitais o seu modus vivendi, para o próprio enriquecimento; o recurso à força, arrogância e intolerância para impor as próprias ideias e opiniões; os pleitos eleitorais feridos frequentemente de irregularidades, reduzindo assim a sua atendibilidade e anulando a participação do povo na escolha dos governantes do país; a exclusão social, económica e política de tantos moçambicanos; tudo isso torna a nossa «unidade nacional» cada vez mais tremida e nos impede de ser uma verdadeira família, onde cada membro se ocupa pelo bem-estar do outro.

A «unidade nacional», portanto, não pode reduzir-se a uma expressão retórica ou, pior ainda, ser utilizada para excluir milhões de cidadãos moçambicanos, condenados a viver como apátridas no seu próprio país. Para consolidar a verdadeira «unidade nacional», é urgente que todos nos empenhemos na construção dum país próspero e saudável: através da inclusão sociocultural, com políticas de acesso à educação séria e de qualidade, que permitam a todos os cidadãos de se transformarem em agentes do seu próprio desenvolvimento e do país; através duma política de difusão dos serviços gerais de saúde para todos, respeitando a vida e a dignidade de cada cidadão moçambicano; através da garantia da liberdade de expressão, como pressuposto indispensável para um diálogo sincero e verdadeiro, onde cada um se sinta livre de expressar as próprias opiniões, sem temer pela sua incolumidade física; através da inclusão económica, favorecendo a participação de todos, particularmente dos jovens e dos camponeses, na construção da riqueza do país, velando para que o nosso crescimento económico seja realmente sustentável e não à custa do sacrifício das gerações vindouras; através da inclusão política, onde todas as forças vivas da comunidade nacional: partidos políticos, sociedade civil, organizações não-governamentais e associações privadas, tenham espaço suficiente para o diálogo, em vista da construção dum estado verdadeiramente democrático.

De facto, se a inclusão socio-cultural, económica e política são os pilares da «unidade nacional», o caminho mestre para a sua consolidação é o da procura sincera do diálogo e da participação de todos os moçambicanos na vida do país: através da escuta sincera e respeitosa das propostas e opiniões de todos; da real adequação dos processos de governação à situação concreta do país, procurando sempre actuar aqueles modelos de governação que mais respondam aos interesses de todos os cidadãos, mormente os mais desfavorecidos; através da implementação de políticas concretas de inclusão e de participação de todos na vida da nação, renunciando à opinião errada de que a maioria pode fazer tudo sozinha, ignorando sistematicamente a opinião válida e qualificada dos grupos minoritários.

Para terminar, saudamos e encorajamos as várias iniciativas, de pessoas singulares ou de grupos, que visam a construção duma verdadeira «unidade nacional», marcada por um clima de comunhão, de justiça, de solidariedade, de fraternidade, de paz e de reconciliação. Do bem-estar de todos os moçambicanos depende o bem-estar de cada um de nós. Deus abençoe o nosso país!
Inhambane, 26 de Fevereiro de 2015.
Pelo Conselho Permanente da Conferência Episcopal de Moçambique,
Dom Lúcio Andrice MUANDULA
Bispo da Diocese de Xai-Xai e

Presidente da CEM

Actividades previstas no Calendário para o mês de MARÇO

12 - Encontro geral do Director Esp. Seminaristas (18 h)

16-27 - Exames de recuperação

19 - S. José Operário

21 - Retiro da Equipa formadora

26 - Encontro geral com o Reitor/ Eleição do Deão

27-28 - Retiro dos Seminaristas

sábado, 14 de fevereiro de 2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015

« Fortalecei os vossos corações» (Tg5,8)

Amados irmãos e irmãs!

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é  sobretudo um « tempo favorável » de graça (cf. 2  Cor6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo  tenha dado: « Nós amamos, porque Ele nos amou  primeiro »  (1 Jo4,19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós,  conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa  procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada  um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente  dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos  interessam os seus problemas, nem as tribulações  e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração  cai na indiferença: encontrando-me relativamente  bem e confortável, esqueço-me dos que não estão  bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um  mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de  enfrentar.
Quando o povo de Deus se converte ao seu  amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios  mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta  Mensagem, é o da globalização da indiferença. Dado que a indiferença para com o próximo e  para com Deus é uma tentação real também para  nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada  Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz  para nos despertar. A  Deus  não  Lhe  é  indiferente  o  mundo,  mas  ama-o  até  ao  ponto  de  entregar  o  seu  Filho  pela  salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida  terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus,  abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão  que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos,  do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor  (cf. Gl 5,6).  O  mundo,  porém,  tende  a  fechar-se  em si mesmo e a fechar a referida porta através da  qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo  assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida. Por isso, o povo de Deus tem necessidade de  renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação,  gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.

1. « Se um membro sofre, com ele sofrem todos os  membros » (1 Cor12,26)– A Igreja.

Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu  testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus,  que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que  é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo  que antes experimentámos. O cristão é aquele que  permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele,  servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas  exemplificar  como  devemos  lavar  os  pés  uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem,  primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa  pessoa « tem parte com Ele » (cf. Jo 13,8), podendo  assim servir o homem. A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos  como  Ele.  Verifica-se  isto  quando  ouvimos  a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos,  nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que,  com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence  a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. « Assim, se um membro sofre,  com ele sofrem todos os membros; se um membro  é  honrado,  todos  os  membros  participam  da  sua  alegria » (1 Cor12,26). A Igreja é communio sanctorum, não só porque,  nela, tomam parte os Santos mas também porque é  comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que  nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons;  e, entre estes, há que incluir também a resposta de  quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas  santas, aquilo que cada um possui, não o reserva  só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo  mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não  poderíamos jamais, com as nossas simples forças,  alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para  que todos nos abramos à sua obra de salvação.

2. « Onde está o teu irmão? »  (Gn 4,9)– As paróquias e as comunidades

Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal  é  necessário  agora  traduzi-lo  na  vida  das  paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que  fazemos parte de um único corpo? Um corpo que,  simultaneamente, recebe e partilha aquilo que  Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal  pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas  que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada(cf. Lc16,19-31)? Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções. Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu  na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura--se reciprocamente uma comunhão de serviços e  bens que chega até à presença de Deus. Juntamente  com os Santos, que encontraram a sua plenitude em  Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não  é triunfante, porque deixou para trás as tribulações  do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes  pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido  definitivamente a indiferença, a dureza de coração  e  o  ódio,  graças  à  morte  e  ressurreição  de  Jesus.  E, enquanto esta vitória do amor não impregnar  todo o mundo, os Santos caminham connosco, que  ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria  no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena  enquanto houver, na terra, um só homem que sofre e  geme, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da  Igreja:  « Muito  espero  não  ficar  inactiva  no  Céu;  o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas  almas »  (Carta254, de 14 de Julho de 1897).
Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no  nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua  alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de  força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.
Em  segundo  lugar,  cada  comunidade  cristã  é  chamada a atravessar o limiar que a põe em relação  com a sociedade circundante, com os pobres e com os  incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária,  não fechada em si mesma, mas enviada a todos os  homens. Esta  missão  é  o  paciente  testemunho  d’Aquele  que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A  Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a  cada homem, até aos confins da terra (cf.Act1,8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã  pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo  que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom  para a Igreja e para a humanidade inteira.
Amados irmãos e irmãs, como desejo que os  lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se  tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!

3. « Fortalecei os vossos corações »  (Tg 5,8)– Cada um dos fiéis

Também como indivíduos temos a tentação da  indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento  humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa  incapacidade de intervir. Que fazer para não nos  deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência? Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos  a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda  a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e  14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração. Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com  gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de  nós como a quem está longe, graças aos inúmeros  organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo  outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas  concreto – da nossa participação na humanidade  que temos em comum.  E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo  constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha  vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos.
Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então  confiaremos  nas  possibilidades  infinitas  que  tem  de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à  tentação diabólica que nos leva a crer que podemos  salvar-nos e salvar o mundo sozinhos. Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos  para viverem este tempo de Quaresma como um  percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31).  Ter  um  coração  misericordioso  não  significa  ter  um  coração  débil.  Quem  quer  ser  misericordioso  precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe  impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do  amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo,  um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro. Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: « Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração  semelhante ao vosso » (Súplica das Ladainhas ao  Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso,  que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na  vertigem da globalização da indiferença.

Com estes votos, asseguro a minha oração por  cada crente e comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal,  enquanto, por minha vez, vos peço que  rezeis por  mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora  vos guarde!

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de  Outubro de 2014

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Abertura do Ano académico e Formativo 2015

Teve lugar hoje no nosso Seminário, o acto da abertura oficial do Ano académico e formativo de 2015 e o encerramento do ano jubilar. O acto foi presidido por S. Excelência Reverendíssima Dom Francisco Lerma Martínez, Bispo de Gurúè e Presidente da Comissão Episcopal dos Seminários e Vocações.
A cerimónia contou com dois momentos:
1º. Apresentação das Estatísticas referentes ao presente ano e o acto oficial de abertura
2º. Celebração da Eucaristia.

Antes da apresentação da apresentação das Estatísticas, o Reitor acolheu os presentes com as seguintes palavras:
"Excelência Reverendíssima Dom Francisco Lerma Martínez,
Bispo do Gurúè e Presidente da Comissão Episcopal dos Seminários e Vocações;
Reverendíssimo Pe Inácio Lucas, Magnífico Reitor do Seminário Teológico I. S. Pio X
Reverendo Padre Felimão E. Chaúque, Digníssimo Reitor do Seminário Propedêutico Cristo Rei
Estimados colegas da equipa formadora
Distintos Membros do Corpo docente, Colaboradores na Direcção espiritual, Párocos
Caros Formadores das Casas Religiosas com estudantes no Seminário
Ilustres convidados, Caríssimos Trabalhadores e
Prezados seminaristas

Antes de darmos início ao cumprimento da programação prevista para este dia em que celebramos o encerramento do ano jubilar e a abertura do ano académico e formativo de 2015, permitam-me manifestar em nome dos membros da comunidade de S. Agostinho e em meu próprio a nossa expressão de gratidão a Deus pela Vossa presença e proximidade.

Agradeço ao Senhor Bispo Dom Francisco Lerma Martínez, que apesar das inúmeras ocupações e preocupações, dignou-se interromper a sua viagem de regresso das férias para honrar-nos com a sua presença de Pastor e elo de ligação dos Seminários com a CEM. Obrigado Excelência pela Vossa atenção, dedicação e solicitude paternal.

Uma palavra de reconhecimento e gratidão dirige-se a todos e cada um de Vós em particular que pronta e generosamente, acolhestes o nosso convite. A vossa presença hoje na nossa casa é para nós, um sinal inequívoco da vossa proximidade e acompanhamento desta obra de Deus e da Igreja de preparar Presbíteros.

Estamos congregados numa só fé e com os olhos voltados para Deus, qual Dono da Messe, para elevarmos o nosso Hino de louvor por tudo o que nos permitiu viver ao longo da celebração dos 25 anos da existência do nosso Seminário. Foi  e não de deixa de ser um momento de oração e de reconhecimento de todos os que respondendo ao apelo de Deus, tornaram uma realidade este ambiente que acolhe as vocações. Cabe à nossa geração, iluminada com o testemunho dos que por aqui deram o melhor de sí próprios, continuar a orientar este projecto atentos à Voz do Mestre.

Procurando dar continuidade a história dos 25 anos de vida da nossa Instituição, hoje nos preparamos para testemunhar a abertura de mais um Ano académico e formativo. Mais do que um novo ano, é uma oportunidade especial que Deus nos providencia a cada um de nós, para testemunharmos a nossa fé, vivermos a nossa consagração, unirmos as nossas forças físicas e espirituais numa só causa: preparar Pastores segundo o Seu coração.

Queremos iniciar este novo ano seguros da força que nos vem do Alto, em comunhão com toda a Igreja e sob a poderosa intercessão da Bem Aventurada Virgem Maria e nosso pai Agostinho, para que Deus possa encontrar em cada um de nós e connosco, uma eficiente colaboração no projecto de formar padres para a Sua Igreja. Muito Obrigado."

Terminada a intervenção do Reitor, tomou a palavra S. Excelência Rev.ma Senhor Bispo que teceu algumas considerações e por fim anunciou oficialmente a abertura do Ano.

Terminada esta parte, seguiu a concelebração eucarística. Às 11.30 teve lugar um encontro com o Corpo Docente.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Novos ingressos (internos) 2015

Arquidiocese de Maputo (5) Diocese de Chimoio (8)
1 António Leovigildo Paúnde 1 Alberto Colaço Araújo
2 Francisco António Chongo 2 Ambulância Carlos Mequecene
3 Pedro da Costa Xavier 3 Frederico Simão Tiago
4 Pinto Ezequiel Camilo 4 Inácio Renato Zorozai Alface
5 Renato de Jesus Dinis Muianga 5 José Maurinho
6 Marcos Ernesto Sumaera
Diocese de Xai-Xai (4) 7 Samuel João Chundure
1 Iteve Luís Ufanhiua 8 Simbarache Raúl Francisco
2 Jordão Domingos Zimba
3 Manecas Ezequiel Vilanculos Diocese de Gurúè (4)
4 Mário Armando Bungueia 1 Gueldo Mário Uaissone Saíde
2 Jeremias Francisco Piloto
Diocese de Inhambane (4) 3 Mário Goreate
1 Emércio Bernando Sitoe 4 Quisito Benício
2 Geroque Jacinto Macamo
3 Pedro Hermenegildo João Diocese de Quelimane (6)
4 Valdemiro José Paque 1 Alexandre Matos Monte
2 Estêvão Xavier Mizé
Arquidiocese da Beira (11) 3 Faz-Bem Fernando Alexandre
1 Alberto Augusto Alberto 4 Jerónimo Jaime Pedro
2 Castigo Benjamim Mapossa 5 Nando Ângelo Orlando
3 Fernando Baptista Adelino 6 Pompílio Alexandre Carlos Magalhães
4 Fijamo Manuel Edmundo
5 Fole Armando Saene
6 José Tomé Luís Marenço TOTAL: 49
7 Julião José António
8 Luís Chinava Maringue
9 Pedro Timóteo
10 Simbawé Orlando Fernando
11 Pinto do Rosário
Diocese de Tete (7)
1 António Manuel António
2 Edmilson António Pita
3 Jaime Abílio Jonas
4 Leonel Jordão Colar
5 Martinho Osmane Remane
6 Paulo Alberto Vasco
7 Simão Isaías Guezane

Estudantes do 2º Ano de Filosofia por Dioceses

Arquidiocese de Maputo (6) Diocese de Chimoio (6)
1 Alberto Inácio Cuna 1 Artur Afonso Marcelo
2 Celso Manuel Cristiano Vaz 2 Inocêncio Martinho Muchaiabande
3 Dércio Timóteo Guambe 3 Jerito Ângelo Meiodia


4 Jorge José Sabonete
4 Francisco Telma Nhantumbo 5 Milagre Baptista Joaquim
5 Gércio Custódio Tomás Nhanchengo 6 Yolando Zestino Francisco Valia


6 Ivan Gregório Pereira Diocese de Gurúè (7)
1 Dinis Núnes Francisco
Diocese de Xai-Xai(2) 2 Eustácio D. José Namanla
1 José Natal Jaime Lucas 3 Ibraímo Horácio Manindo
2 Nolasco Jossias Arquimido Manhique 4 Lázaro Germano Namalua
5 Rodrigues João Manuel
Diocese de Inhambane (2) 6 Saíde Francisco Albino
1 Bernabé Bernardo Nhancupe 7 Samuel Alegria dos Santos
2 Custódio João Comege Garrine Júnior
Arquidiocese da Beira (9) Diocese de Quelimane (12)
1 Armando João Matimbua 1 Aguinaldo Miguel Teodósio
2 Carlitos João Ussene 2 Aleixo Mário Mendes Aleixo
3 Domingos de Rosário Faina 3 Arquimedes Jaime Camisa
4 Flávio Domingos Sozinho Faustino 4 Clementino Rui Augusto
5 Gerito Jorge João 5 Dário Manuel Maticula
6 Jorge Pedro Macopa 6 Elídio Ernesto dos Santos
7 Luís Fernando Zembere 7 Joel Varela
8 Mário Paulo Filipe 8 Luís Júlio António
9 Pedro Jacinto Razão 9 Núnes Duarte Américo
10 Quenete Paulino Alfredo
Diocese de Tete (5) 11 Rosário António
1 António João Dom Luís 12 Valdemiro Lodovico António
2 Constantino Miguel Juliano 13 Xavier António Niuane
3 Marcos Tomás Ngate TOTAL: 50
4 Pedro Domingos Xavier
5 Sungani Labissone Lucas

Estudantes do 3º Ano de Filosofia por Dioceses

Arquidiocese de Maputo (8) Diocese de Chimoio (6)
1. Benjamim Adelaide Dowo 1. Andicene Joaquim António
2. Bento Carlos Munjovo 2. Isac Paulino Cudanguirana
3. Emílio Catatão Durão 3. Jacob Francisco Mevassiua
4. Isac Calisto 4. Juco André
5. Natalício Abel Cuco 5. Nildo Florindo Mutiuacudziua
6. Pedro Domingos Tibana 6. Pedro Gimo
7. Pedro Vicente Mahandzule
8. Rogério Moisés Chiau Júnior
Diocese de Quelimane (9)
Diocese de Xai-Xai (5) 1. Agostinho Mendes Pessalo
1. Cremildo António 2. Chaleva Orlando Serra
2. Dinigílio Sebastião Maposse 3. Cídio Fernando Cândido Viegas
3. Fernando Gregório Bazima 4. Isidoro Orlando dos Anjos
4. Jaime Joaquim Novela 5. Luís Mário Xavier
5. Leonel Benedito Lhamine 6. Martinho Nazaré Nordez
7. Móbil Carlos Rafael
Diocese de Inhambane (4) 8. Octávio António Mabutana
1. Aguinaldo de Aguiar Zacarias Pene 9. Raúl Guia Semente
2. Alfiado Simião Mucavel
3. António Manuel Rafael Pombuane
4. Estêvão Afonso Nhanala
TOTAL: 40
Arquidiocese da Beira (5)
1. Albino Manuel
2. António Almeida José
3. Domingos Charles José
4. Francisco António Manhoco
5. Luís José Domingos
Diocese de Tete (3)
1. João André Levi
2. Mavuto Eliseu Silvério
3. Sérgio Pedro Jassitene