sábado, 9 de fevereiro de 2013

Seminaristas internos 2013



Nº Nome Completo Diocese Idade Ano Casa Quarto

1 Abdala Carlos José Xai-Xai 25 3º 1 R6

2 Adelino Chibobochila Maputo 23 2º 3 R6

3 Adelino Germano Gurúè 26 2º 1 A14

4 Afonso Henriques Vasco Beira 33 3º 2 A8

5 Agostinho Mendes Pessulo Quelimane 21 1º 1 R7

6 Aguinaldo de Aguiar Zacarias Pene Inhambane 21 1º 3 A18

7 Alberto João Alberto Beira 26 3º 2 R19

8 Albino Manuel Beira 22 1º 1 R7

9 Aldemiro B. William R. Bande Tete 20 3º 1 A7

10 Alfiado Simião Mucavel Inhambane 24 1º 2 R17

11 Ananias Cambo Milissão Tete 20 2º 2 R18

12 Andicene Joaquim António Chimoio 24 1º 4 A17

13 Ângelo Inácio Daniel Lichinga 26 3º 2 A3

14 António Almeida José Beira 21 1º 2 A7

15 António João Tesoura Xai-Xai 20 2º 2 R16

16 António Manuel Rafael Pombuane Inhambane 22 1º 4 R14

17 Aquino Leonardo Chimoio   2º 2 R12

18 Atanásio Ramim Paulino Tete 21 3º 1 A17

19 Batissone Jorge Peniasse Tete 22 2º 2 A10

20 Belmiro Fernando Pemba 21 2º 1 R17

21 Benjamim Adelaide Dowo Maputo 23 1º 2 R8

22 Benson Paulino Nacala 25 2º 1 R16

23 Bento Carlos Munjovo Maputo 24 2º 1 A8

24 Bento Celiano Massicane Pemba 27 3º 4 A7

25 Brito João Fernando Lichinga 24 3º 4 R16

26 Carlos Ernesto Mandlate Maputo 24 2º 1 A2

27 Castigo Fernando Albino Beira 28 2º 1 A8

28 Celino João Píquina Nampula 28 2º 1 A12

29 Celso Filimão Manhendje Maputo 26 2º 4 R4

30 Cesário Zacarias Maloia Gurúè 27 3º 1 A3

31 Chaleva Orlando Serra Quelimane 20 1º 1 A10

32 Cídio Fernando Cândido Viegas Quelimane 21 1º 2 R8

33 Cremildo António Xai-Xai 24 1º 2 A13

34 Dávio do Rosário Faife Beira 23 3º 2 A16

35 Dias Calisto Nacala 22 2º 2 R4

36 Dinigílio Sebastião Maposse Xai-Xai 23 1º 2 A19

37 Dito Alberto Sixpense Chimoio 22 3º 4 A18

38 Domingos Charles José Beira 23 1º 3 R9

39 Domingos Manuença Tomo Beira 25 3º 2 A12

40 Edson Francisco Feijão  Maputo 23 2º 3 A9

41 Eduardo Camilo Macôo Xai-Xai 25 3º 4 R12

42 Elias Furiel Nacala 25 2º 4 A4

43 Eliseu Gabriel Eugénio Maxlhuza Xai-Xai 23 2º 3 R2

44 Emílio Catatão Durão Maputo 20 1º 1 A10

45 Estevão Afonso Nhanala Inhambane 22 1º 1 A18

46 Ezequiel Vicente Mbalache Tete 22 1º 3 A13

47 Felisberto Constantino Bacela Inhambane 24 3º 3 A8

48 Fernando Albino Mabunda Xai-Xai 23 1º 2 A7

49 Fernando Gregório Bazima Xai-Xai 26 1º 3 R7

50 Fernando Munharo Chassara Beira 22 2º 1 A14

51 Fernando Paulo Taengua Chimoio 25 3º 2 A2

52 Francisco António Manhoco Beira 21 1º 3 R12

53 Francisco João Jofrisse Chimoio   2º 1 R9

54 Geneto Joaquim Mussa Nampula 23 2º 2 A17

55 Gercion Claúdio Lopes da Silva Inhambane 26 3º 3 A16

56 Germelindo Mário Matavel Xai-Xai 23 2º 1 R8

57 Gilberto Júlio Cossa Xai-Xai 26 2º 3 A3

58 Gonçálves de Sousa Manjate Maputo 23 3º 1 R18

59 Gonçalves Inácio Lichinga 23 3º 3 R8

60 Guilherme Cesário Pemba 26 3º 3 A6

61 Hermenegildo Fernando Cossa Maputo 31 2º 4 A13

62 Horácio André Calavete Nampula 23 2º 4 R6

63 Inocêncio Francisco António Quelimane 27 1º 2 A13

64 Isaac Paulino Cudanguirana Chimoio 24 1º 2 R2

65 Isac Amadeu Melo Choue Quelimane 26 2º 1 R19

66 Isac Calisto Maputo 21 1º 3 R12

67 Isidoro Orlando dos Anjos Caetano Quelimane 21 1º 2 R17

68 Ivan Domingos José Quelimane 24 3º 3 R4

69 Ivêncio Julião Setele Inhambane 21 3º 4 R18

70 Jackson Salimo Malfaque Beira 22 2º 1 R14

71 Jacobo Francisco Mevassiua Chimoio 22 1º 3 A7

72 Jaime Joaquim Novela Xai-Xai 24 1º 4 R8

73 Jerónimo António Viegas Chimoio 26 2º 4 R2

74 Joanito Lucas Nacala 24 2º 3 A17

75 João André Levi Tete 24 1º 4 R14

76 João Domingos Gurúè 26 2º 3 R13

77 João Nicolau Banze Xai-Xai 22 2º 4 A14

78 Joaquim Carlos Sibinde Xai-Xai 25 3º 2 A4

79 Joaquim Mazamela António Beira 22 2º 3 R3

80 Joel Chizumo Finiasse Tete 28 3º 1 R3

81 José Chachine Júnior Maputo 31 2º 4 R19

82 José Floriano Júnior José Tete 26 2º 4 A19

83 José Mateus Cabango Tete 29 2º 1 A2

84 José Sansão Chicuele Xai-Xai 23 3º 3 A12

85 Juco André Chimoio 23 1º 4 R17

86 Julião Cornélio Nancaia Pemba 23 2º 2 A18

87 Júlio António Moiane Maputo 24 2º 1 A4

88 Júlio João Edwin Alexandre Pemba 24 3º 2 R14

89 Lázaro Boné Francisco Chimoio 22 2º 3 R19

90 Leonel Benedito Lhamine Maputo   1º 4 R17

91 Luís José Domingos Beira   1º 4 A10

92 Luís Mário Xavier Quelimane 27 1º 3 A10

93 Luís Miguel Laice Chimoio   2º 2 A14

94 Manuel Armando Jemussene Tete 23 2º 2 A9

95 Marcos Basílio Semba  Chimoio 27 3º 1 A6

96 Marijane José Francisco Beira 22 1º 4 A16

97 Martinho Nazaré Nordez Quelimane 24 1º 2 R3

98 Mavuto Eliseu Silvério Tete 23 1º 3 R17

99 Messias Carlos Mareço Chimoio 24 2º 4 R4

100 Móbil Carlos Rafael Quelimane 20 1º 3 A7

101 Natalício Abel Cuco Maputo 21 1º 4 A10

102 Nelinho Agostinho Nacala 25 2º 3 A2

103 Nélio Matias Romão Cumbe Maputo   2º 4 A9

104 Nelson Agostinho Martinho Gurúè 24 2º 2 A6

105 Nildo Florindo Mutiuacudziua Chimoio 20 1º 4 A16

106 Nordino Sebastião  Chimoio 26 3º 3 R14

107 Octávio António Mabutana Quelimane 24 1º 4 R8

108 Orlando Joaquim Lichinga 27 3º 1 R4

109 Osvaldo da Silva Roda  Pemba 28 3º 2 R6

110 Pascoal João Salenças Quelimane 33 2º 4 A12

111 Paulo Maregue Cuata Beira 25 2º 1 A19

112 Pedro Alberto Miniso Quelimane 27 2º 2 R4

113 Pedro Domingos Tibana Maputo 24 1º 3 R17

114 Pedro Eduardo Muchanga  Xai-Xai 24 3º 3 A4

115 Pedro Ernesto Nacala 24 2º 4 R9

116 Pedro Manuel Gimo Chimoio 25 1º 2 R3

117 Pedro Vicente Mahandzule Maputo 24 1º 4 A6

118 Pinto Francelino Pedro Macicame Inhambane 24 3º 3 A19

119 Quisito Manuel Brito Tete 23 1º 2 A19

120 Rafael Armindo Massango  Inhambane 25 3º 3 R16

121 Rafael Francisco Nguila Nhabanda Inhambane   2º 1 R2

122 Rafique Paulino Taibo  Maputo 31 3º 2 R13

123 Raúl Fernando Dausse Chimoio   2º 3 A9

124 Raúl Guia Semente Quelimane 21 1º 4 A2

125 Rogério Moisés Chiau Júnior Maputo 19 1º 1 A13

126 Rufino Orlando Tratibo de Sousa  Gurúè 25 3º 1 A16

127 Santos Artur Domingos  Nampula 25 3º 4 R7

128 Sérgio Luís Muchina Chimoio   2º 4 R13

129 Sérgio Pedro Jassitene Tete 25 1º 1 A13

130 Silvestre Leonardo Chaúque Xai-Xai 22 3º 1 R12

131 Sunil José Sigaul Nacala 23 2º 2 R9

132 Timoteo Gentil Papel  Quelimane 23 3º 1 A9

133 Toni Raimundo Nacala 26 2º 2 R7

134 Tonito Mecânico Arame Quelimane 26 3º 3 R18

135 Vicente Pedro Serrão Tete 26 3º 4 A3

136 Xavier Chapa Ludicha Nampula 26 2º 3 A14










































































































SALA ANEXA "Santo Atanásio" - NAMPULA




137 1 Abel José Carumeia Gurúè   1º    
138 2 Abel Nainge Lichinga   1º    
139 3 Abrão Julião Gurúè   1º    
140 4 Amós Fernando Bernardo Gurúè   1º    
141 5 Bernardino Félix João Lichinga   1º    
142 6 Carlitos T. Claudiano Pemba   1º    
143 7 Chaurito Maurício Gurúè   1º    
144 8 Daniel Carlos Pemba   1º    
145 9 Eliseu de A. Manuel Lichinga   1º    
146 10 Evaristo António Musselo Gurúè   1º    
147 11 Félix Joaquim Suandique Gurúè   1º    
148 12 Isac Jacinto Velica Nampula   1º    
149 13 Isiais Gustavo A. Mucoa Lichinga   1º    
150 14 Lucas Ernesto Pemba   1º    
151 15 Muncuabe R. António Nampula   1º    
152 16 Muriricho José Nampula   1º    
153 17 Ramires R. Pinto Nacala   1º    
154 18 Saíde Ângelo Saíde Nampula   1º    
155 19 Santos Firmino Nacala   1º    
156 20 Serafim João Muacua Nampula   1º    
157 21 Suaze Lacerda M. José Gurúè   1º    
158 22 Timóteo Henriques Cristino Gurúè   1º    

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

ESTATÍSTICAS 2013

ESTATÍSTICAS 2013
1º Ano 2º Ano 3º Ano Total
1. SEMINARISTAS DIOCESANOS        
ARQUIDIOCESE DE MAPUTO 7 9 2 18
Diocese de Inhambane 4 1 5 10
Diocese de Xai-Xai 6 5 6 17
ARQUIDIOCESE DA BEIRA 6 4 4 14
Diocese de Quelimane 10 3 3 16
Diocese de Tete 5 6 4 15
Diocese de Chimoio 6 8 4 18
Diocese de Gurúè 0 3 2 5
ARQUIDIOCESE DE NAMPULA 0 4 1 5
Diocese de Pemba 0 2 4 6
Diocese de Lichinga 0 0 4 4
Diocese de Nacala 0 8 0 8
SUB - TOTAL 44 53 39 136
2. SEMINARISTAS RELIGIOSOS
Boa Nova (MSMN) 1 0 1 2
Combonianos (MCCJ) 8 7 8 23
Congregação da Missão (CM) 3 8 8 19
Consolata (IMC) 11 8 5 24
Capuchinhos (CP) 8 3 4 15
Dehonianos (SCJ) 0 8 4 12
Frades Menores (FM) 0 1 2 3
Francisco de Sales (MSFS) 0 2 1 3
João Baptista (MSJB) 0 0 1 1
Mercedários (ME) 0 1 2 3
Ordem do Carmelo (OC) 0 4 3 7
Ordem dos Servos de Maria (OSM) 0 3 3 6
Sacramentinos (SSS) 0 1 3 4
Sagrada Família (CSF) 0 0 0 0
SUB-TOTAL: 31 46 45 122
TOTAL 2013: 75 99 84 258
3. Sala Anexa "Santo Atanásio" - Nampula
ARQUIDIOCESE DE NAMPULA 5 0 0 5
Diocese de Pemba 3 0 0 3
Diocese de Lichinga 4 0 0 4
Diocese de Nacala 2 0 0 2
Diocese de Gurúè 8 0 0 8
SUB-TOTAL: 22 0 0 22
TOTAL GERAL DOS INSCRITOS 2013: 97 99 84 280
Matola, 21 de Janeiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

NOVO DIRECTOR ESPIRITUAL

 O nosso Seminário conta desde o dia 14 de Janeiro de 2013 com um novo Director Espiritual. Trata-se do Reverendo Padre Sílvio Sirico Francisco Anovo, da Arquidiocese da Beira.
O Reverendo Padre Sílvio vem dar continuidade ao trabalho que vinha sendo realizado pelo Reverendo Padre Benjamim Pereira, do Clero da Arquidiocese da Beira que terminou o seu contrato no ano transacto.
O Reverendo Padre Silvio Anovo, nasceu aos 14 de Maio de 1970. Recebeu a sua Ordenação sacerdotal no dia 12 de Dezembro de 1999. É lincenciado em Teologia, com especialização em Teologia Espiritual, pelo Pontíficio Instituto Teresianum de Roma.

Até à data da sua indicação como Director Espiritual do nosso Seminário, Padre Silvio desenvolvia o mesmo serviço no Seminário Propedêutico Bom Pastor da Beira.

Destas páginas, queremos vivamente agradecer todo o trabalho desenvolvido pelo Padre Benjamim em favor deste Seminário e dos futuros Sacerdotes de Moçambique. Ao mesmo tempo, queremos formular os votos de bom e fecundo trabalho ao Padre Sílvio.

Nossa gratidão vai à S. Excia Rev.ma Dom Cláudio Dalla Zuanna, que foi sensível e colocou à disposição o Reverendo Padre Sílvio para colaborar na obra de Deus de preparação de futuros presbíteros neste Seminário. Muitíssimo obrigado.

MENSAGEM DO SANTO PADRE PARA O 50º DIA MUNDIAL DE ORAÇÕES PELAS VOCAÇÕES 21 DE ABRIL DE 2013 - IV DOMINGO DE PÁSCOA

Tema: As vocações sinal da esperança fundada na fé

Amados irmãos e irmãs!
No quinquagésimo Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, 21 de Abril de 2013, desejo convidar-vos a reflectir sobre o tema «As vocações sinal da esperança fundada na fé», que bem se integra no contexto do Ano da Fé e no cinquentenário da abertura do Concílio EcuménicoVaticano II. Decorria o período da Assembleia conciliar quando o Servo de Deus PauloVI instituiu este Dia de unânime invocação a Deus Pai para que continue a enviar operários para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). «O problema do número suficiente de sacerdotes –sublinhava então o Sumo Pontífice– interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o Evangelho» (Paulo VI, Radiomensagem, 11 de Abril de 1964).

Nestas cinco décadas, as várias comunidades eclesiais dispersas pelo mundo inteiro têm-se espiritualmente unido todos os anos, no IV Domingo de Páscoa, para implorar de Deus o dom de santas vocações e propor de novo à reflexão de todos a urgência da resposta à chamada divina. Na realidade, este significativo encontro anual tem favorecido fortemente o empenho por se consolidar sempre mais, no centro da espiritualidade, da acção pastoral e da oração dos fiéis, a importância das vocações para o sacerdócio e a vida consagrada.

A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual– como sublinha o Apóstolo Paulo– «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Rm 4,18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar anova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.

Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor– verdadeira força motriz da história da salvação–que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando como salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d’Ele vem a minha esperança»(Sl 62/61,6). Portanto ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de facto, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”» (Enc. Spe salvi, 2).
Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo(cf.Rm 5,5).E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4,16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011).

Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas actividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Mc 10,21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida :família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentara esperança e onde a vida será livre e plena.

As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher a chamada de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34).
A oração constante e profunda faz crescera fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povoe que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar.

Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-Lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe a chamada divina para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação.
Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus,à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n’Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,19).
Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efémeras, saibam cultivar a atracção pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Ped 3,15).

Vaticano, 6 de Outubro 2012.
PAPA BENTO XVI
 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2013

Crer na caridade suscita caridade
  
                          «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos n'Ele» (1 Jo 4, 16)  

Queridos irmãos e irmãs! 
 
A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da acção do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.

1. A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e «apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi urget nos» (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.
«A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente «o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado» (ibid., 7). 

2. A caridade como vida na fé
Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o «sim» da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20).
Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma «fé que actua pelo amor» (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12).
A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é «caminhar» na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30). 

3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade
À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma «dialéctica». Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o activismo moralista.
A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e acção, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De facto, por vezes tende-se a circunscrever a palavra «caridade» à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o «serviço da Palavra». Não há acção mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8).
Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contacto com o divino que é capaz de nos fazer «enamorar do Amor», para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.
A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: «É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas acções que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos» (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola. 

4. Prioridade da fé, primazia da caridade
Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a acção do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:«Abbá! – Pai!» (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: «Jesus é Senhor!» (1 Cor 12, 3) e «Maranatha! – Vem, Senhor!» (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).
Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5).
A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. O Baptismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé («saber-se amado por Deus»), mas deve chegar à verdade da caridade («saber amar a Deus e ao próximo»), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13).
Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor! 

Vaticano, 15 de Outubro de 2012

 
BENEDICTUS PP. XVI