sexta-feira, 14 de junho de 2013

NOMEAÇÃO DO BISPO DE PEMBA

Nesta quarta-feira, dia 12 de Junho de 2013, o Santo Padre Francisco nomeou como Bispo de Pemba, em Moçambique, o Rev.do Padre Luiz Fernando Lisboa, já missionário naquela Diocese do extremo Nordeste moçambicano.

O P. Luiz Fernando Lisboa, Missionário Passionista, nasceu aos 23 de Dezembro de 1955, em Marques de Valença, Província do Rio de Janeiro, no Brasil. Depois dos estudos primários, entrou no Seminário S. Gabriel dos Missionários Passionistas; em 23 de Janeiro de 1977 fez a sua Primeira Profissão e em 18 de Dezembro de 1982 a Profissão Perpétua. Frequentou Cursos de filosofia em Curitiba-Paraná, tendo conseguido a Licenciatura na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, bem como uma Licenciatura em Sagrada Liturgia na Faculdade de Nossa Senhora da Assunção da Arquidiocese de São Paulo. Depois do Bacharelato em Teologia no Instituto Teológico de São Paulo foi ordenado sacerdote aos 10 de Dezembro de 1983.

Após a ordenação sacerdotal, e estando ainda no Brasil, o P. Luiz Fernando exerceu, entre outros, os cargos de Director dos seminaristas e Vigário paroquial, Superior, Tesoureiro e Vice-Director de Noviços, Director dos estudantes de Teologia e Assessor de Formação, Ministro e Conselheiro provincial. Em Moçambique, foi Pároco, Superior, Formador, Vigário Paroquial e Assistente do Curso de Teologia para Leigos, na Diocese de Pemba

D. Luiz Fernando Lisboa sucede ao Senhor Bispo Ernesto Maguengue, que apresentou a sua renúncia ao governo pastoral da Diocese de Pemba no passado dia 27 de Outubro.

A Diocese de Pemba, criada em 1957, é sufragânea da Arquidiocese de Nampula, possui uma área de 82.625 km² e uma população de 836.000 habitantes, dos quais 578.798 católicos. Existem 20 paróquias, servidas por 21 sacerdotes, 13 irmãos religiosos, 75 religiosas e conta com 8 seminaristas.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

VATICANO - Padre Fernando Domingues é o novo secretário-geral da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O Card. Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, anunciou hoje aos oficiais do Dicastério Missionário e ao pessoal das Secretarias Internacionais e das Pontifícias Obras Missionárias, a nomeação do Padre Fernando Domingues como Secretário-geral da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo.
O Cardeal Filoni agradeceu o trabalho realizado por Dom Jan Dumon, que desde 2005 ocupa este cargo.
A Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo, fundada pelas senhoras Bigard em 1889 em Caen (França), se ocupa de manter a formação do clero local nas Igrejas de missão, estendendo suas ajudas também aos candidatos à vida religiosa. Atualmente, acompanha as necessidades dos seminários em territórios de missão.
O novo Secretário-geral das Pontifícias Obras de São Pedro Apóstolo, Padre Fernando Domingues, tem 54 anos, é missionário comboniano de origem portuguesa e é Reitor do Colégio Urbano em Roma desde 2005.

 


quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Igreja é a família na qual se ama e se é amado. Catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral da Quarta feira


A Audiência Geral da Quarta feira aconteceu às 10h30 na Praça de São Pedro, onde o Santo Padre Francisco se encontrou com grupos de peregrinos e fieis da Itália e de outros países. No seu discurso em língua italiana, o papa começou um novo ciclo de catequeses sobre o Mistério da Igreja, partindo das expressões dos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II. O tema de hoje: "A Igreja: família de Deus". Oferecemos a tradução do discurso do Papa.

Cidade do Vaticano, in (Zenit.org) 

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Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Quarta-feira passada destaquei o vínculo profundo entre o Espírito Santo e a Igreja. Hoje eu gostaria de começar algumas catequeses sobre o mistério da Igreja, mistério que todos nós vivemos e do qual fazemos parte. Gostaria de fazer com expressões bem presentes nos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II.
Hoje, a primeira: a Igreja como Família de Deus
Nos últimos meses, mais de uma vez eu fiz referência à parábola do filho pródigo, ou melhor, do pai misericordioso (cf. Lc 15, 11-32). O filho mais novo sai da casa de seu pai, desperdiça tudo e decide voltar porque percebe que cometeu um erro, mas já não se considera digno de ser filho e pensa poder ser acolhido como servo. O pai, em vez disso, corre para encontrá-lo, abraça-o, e lhe restitui a dignidade de filho e faz festa. Esta parábola, como outras no Evangelho, mostra bem o desígnio de Deus para a humanidade.
Qual é este projeto de Deus? É fazer de todos nós uma única família de seus filhos, em que cada um o sinta próximo e se sinta amado por Ele, como na parábola evangélica, sinta o calor de ser família de Deus. Neste grande desígnio encontra a sua raíz a Igreja, que não é uma organização fundada por um acordo com algumas pessoas, mas - como nos lembrou várias vezes o Papa Bento XVI - é obra de Deus, nasceu deste plano de amor que se realiza progressivamente na história. A Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todos os homens à comunhão com Ele, à sua amizade, e de fato a participar como filhos seus da sua mesma vida divina. A mesma palavra “Igreja”, do grego Ekklesia, significa “convocação”: Deus nos convoca, nos impele a sair do individualismo, da tendência a fechar-se em si mesmos e nos chama a fazer parte da sua família. E essa chamada tem a sua origem na mesma criação. Deus nos criou para que vivamos em uma relação de profunda amizade com Ele, e ainda quando o pecado quebrou esta relação com Ele, com os outros e com a criação, Deus não nos abandonou. Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, oferece-lhe o seu amor, acolhe-o. Chamou Abraão para ser pai de uma multidão, escolheu o povo de Israel para estabelecer uma aliança que envolva todas as nações, e enviou, na plenitude dos tempos, o seu Filho para que o seu plano de amor e de salvação se realize numa nova e eterna aliança com toda a humanidade. Quando lemos os Evangelhos, vemos que Jesus reúne em torno dele uma pequena comunidade que acolhe a sua palavra, segue-o, compartilha a sua jornada, se torna a sua família, e com esta comunidade Ele prepara e constrói a sua Igreja.
De onde nasce então a Igreja? Nasce do gesto supremo de amor na Cruz, do lado trespassado de Jesus, do qual jorram sangue e água, símbolo dos Sacramentos da Eucaristia e do Batismo. Na família de Deus, na Igreja, a seiva vital é o amor de Deus que se concretiza no amá-Lo e no amar os outros, todos, sem distinção e medida. A Igreja é a família na qual se ama e se é amado.
Quando se manifesta a Igreja? Comemoramos dois domingos atrás; manifesta-se quando o dom do Espírito Santo enche o coração dos Apóstolos e os empurra a sair e começar o caminho de anunciar o Evangelho, difundir o amor de Deus.
Ainda hoje tem gente que diz: "Cristo sim, Igreja não". Como aqueles que dizem "eu acredito em Deus, mas não nos sacerdotes". Mas é precisamente a Igreja que nos traz Cristo e que nos leva a Deus; a Igreja é a grande família dos filhos de Deus. Claro, tem também elementos humanos; naqueles que a compõem, Pastores e fieis, há falhas, imperfeições, pecados, também o Papa os tem e muitos, mas o bonito é que quando nos damos conta de sermos pecadores, encontramos a misericórdia de Deus, quem sempre perdoa. Não esqueçam: Deus sempre perdoa e nos recebe no seu amor de perdão e de misericórdia. Alguns dizem que o pecado é uma ofensa a Deus, mas também uma oportunidade de humilhação para dar-se conta de que existe algo mais bonito: a misericórdia de Deus. Pensemos nisso.
Perguntemo-nos hoje: o quanto eu amo a Igreja? Rezo por ela? Me sinto parte da família da Igreja? O que eu faço para que seja uma comunidade na qual cada um se sinta acolhido e compreendido, sinta a misericórdia e o amor de Deus que renova a vida? A fé é um dom e um ato que nos afeta pessoalmente, mas Deus nos chama a viver a nossa fé juntos, como família, como Igreja.
Peçamos ao Senhor, de maneira especial neste Ano da Fé, que as nossas comunidades, toda a Igreja, sejam cada vez mais verdadeiras famílias que vivem e transmitem o calor de Deus.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Horário da Semana de Revisão e Exames (03 -15 de Junho de 2013)



6.00 – Despertar

6.30 –Missa com Laudes

        - Pequeno Almoço

8.00 – 12.00 – Exames e estudo

12.30 – Almoço – Descanso (Silêncio nas Casas)

15.00 – Trabalhos manuais

16.00 – Merenda

16.30- 18.50 – Estudo

19.00 – Vésperas

19.30 – Jantar

21.00- Completas Individuais (Recolhimento)- Estudo individual
             Silêncio nas casas

Obs: Ao longo de toda a semana de Revisão e exames, observe-se um silêncio nas casas para permitir  descanso e/ou estudo para quem assim quiser.

Matola, 28 de Maio de 2013

Pe. Tonito Muananoua,
 Reitor

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS PARTICIPANTES NA ASSEMBLEIA GERAL DAS PONTIFÍCIAS OBRAS MISSIONÁRIAS

Sala Clementina
Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
http://www.vatican.va/holy_father/francesco/img/img-index.jpg
Estimados irmãos e irmãs, 
Estou particularmente feliz por me encontrar pela primeira vez convosco, Directores nacionais das Pontifícias Obras Missionárias, provenientes do mundo inteiro. Saúdo cordialmente o Cardeal Fernando Filoni, e agradeço-lhe o serviço que desempenha como Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, assim como as palavras que me dirigiu em vosso nome. O Cardeal Filoni desempenha mais um trabalho neste período: é professor. Vem ter comigo para «me ensinar a Igreja». Sim, vem e diz-me: esta diocese é assim, assim e assim... Conheço a Igreja graças às suas lições. Não são aulas a pagamento; são gratuitas. Saúdo também o Secretário, D. Savio Hon Tai-Fai; o Secretário Adjunto, D. Protase Rugambwa; bem como todos os colaboradores do Dicastério e das Pontifícias Obras Missionárias, sacerdotes, religiosos, religiosas, leigos e leigas.
Gostaria de vos dizer que estais particularmente no meu coração, porque contribuís para manter viva a actividade de evangelização, paradigma de cada obra da Igreja. A missionariedade é modelo de qualquer trabalho da Igreja; trata-se de uma atitude paradigmática. Com efeito, o Bispo de Roma é chamado a ser Pastor não só da sua Igreja particular, mas também de todas as Igrejas, a fim de que o Evangelho seja anunciado até aos extremos confins da terra. E nesta tarefa, as Pontifícias Obras Missionárias constituem um instrumento privilegiado nas mãos do Papa, que é princípio e sinal da unidade e da universalidade da Igreja (cf. Concílio Ecum. Vaticano II, Constituição dogm. Lumen gentium, 23). Com efeito, chamam-se «Pontifícias», porque estão à disposição directa do Bispo de Roma, com a finalidade específica de agir a fim de que seja oferecido a todos o dom precioso do Evangelho. Elas são plenamente actuais, aliás, necessárias ainda hoje, porque ainda existem muitas pessoas que não conheceram nem encontraram Cristo, e é urgente descobrir novas formas e caminhos para que a graça de Deus possa sensibilizar o coração de cada homem e mulher e levá-los até Ele. Todos nós somos instrumentos, simples mas importantes; recebemos a dádiva da fé não para conservar escondida, mas para a propagar, a fim de que possa iluminar o caminho de numerosos irmãos.
Sem dúvida, a missão que nos espera é difícil mas, com a guia do Espírito Santo, torna-se uma missão entusiasmante. Todos nós experimentamos a nossa pobreza, a nossa debilidade, quando se trata de levar ao mundo o tesouro precioso do Evangelho, mas devemos repetir continuamente as palavras de são Paulo: «Nós temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus, e não de nós» (2 Cor 4, 7). É isto que nos deve animar sempre: saber que a força da evangelização provém de Deus, que pertence a Ele. Nós somos chamados a abrir-nos cada vez mais ao sopro do Espírito Santo, a oferecer toda a nossa disponibilidade para ser instrumentos da misericórdia de Deus, da sua ternura, do seu amor por cada homem e por cada mulher, principalmente pelos pobres, pelos excluídos, pelos distantes. E para cada cristão, para a Igreja inteira, não se trata de uma missão facultativa, não é uma missão facultativa, mas essencial. Como dizia são Paulo: «Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que me é imposta. Ai de mim, se não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9, 16). A salvação de Deus é para todos!
A vós, prezados Directores nacionais, reitero o convite que Paulo VI vos dirigiu, há quase cinquenta anos, para conservar ciosamente o alcance universal das Obras Missionárias, «que têm a honra, a responsabilidade e o dever de sustentar a missão [de anunciar o Evangelho] e de distribuir as ajudas necessárias» (Discurso às Pontifícias Obras Missionárias, 14 de Maio de 1965: AAS 57 1965, 520). Não vos canseis de educar cada cristão, desde a infância, para um espírito verdadeiramente universal e missionário, e de sensibilizar a comunidade inteira a fim de que anime e ajude as missões, segundo as necessidades de cada uma (cf. Concílio Ecum. Vaticano II, Decreto Ad gentes, 38). Fazei com que as Pontifícias Obras Missionárias continuem, no sulco da sua tradição secular, a animar e formar as Igrejas, abrindo-as a uma dimensão ampla da missão evangelizadora. Justamente, as Pontifícias Obras Missionárias são postas também sob a solicitude dos Bispos, a fim de que sejam «radicadas na vida das Igrejas particulares» (Estatuto das Pontifícias Obras Missionárias, n. 17); no entanto, devem realmente tornar-se instrumento privilegiado para a educação no espírito missionário universal e numa comunhão e colaboração sempre maiores entre as Igrejas, para o anúncio do Evangelho ao mundo. Diante da tentação das comunidades de se fecharem em si mesmas — é uma tentação mais frequente, com frequência fecham-se em si mesmas — preocupadas com os seus próprios problemas, a vossa tarefa consiste em evocar a «missio ad gentes», em testemunhar profeticamente que a vida da Igreja e das Igrejas é missão, e é missão universal. O ministério episcopal e todos os ministérios visam certamente o crescimento da comunidade cristã, mas são também postos ao serviço da comunhão entre as Igrejas, para a missão evangelizadora. Neste contexto, convido-vos a prestar atenção especial às jovens Igrejas que, muitas vezes, trabalham num clima de dificuldade, de discriminação e até de perseguição, para que sejam animadas e ajudadas a testemunhar com a palavra e com as obras do Evangelho.
Caros irmãos e irmãs, ao renovar o meu agradecimento a todos vós, encorajo-vos a continuar o vosso compromisso a fim de que as Igrejas locais assumam cada vez mais generosamente a sua parte de responsabilidade na missão universal da Igreja. Invocando Maria, Estrela da evangelização, faço minhas as palavras de Paulo VI, expressões que têm uma actualidade como se tivessem sido escritas ontem. Assim dizia o Pontífice: «O mundo do nosso tempo que procura, ora na angústia ora na esperança, possa receber a Boa Nova dos lábios não de evangelizadores tristes e desanimados, impacientes e ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois eles foram os primeiros que receberam em si a alegria de Cristo, e foram eles que aceitaram arriscar a sua própria vida para que o Reino fosse anunciado e a Igreja implantada no meio do mundo» (Carta Apostólica Evangelii nuntiandi, 80). Obrigado!
A vós, aos vossos colaboradores, às vossas famílias e a todos aqueles que tendes no coração, bem como à vossa labuta missionária, a todos concedo a minha Bênção.